CIÊNCIA E SOCIEDADE:

A ciência e as controvérsias na sociedade

Por Ecologia na Rede. Salvador, 19 de outubro de 2018.

Controvérsias na sociedade

O dia 28 de outubro se aproxima. Trata-se de uma data muito especial para nós, brasileiros, pois decidiremos, no segundo turno das eleições, quem serão os próximos presidente e vice-presidente do país. Em junho de 2018, uma  pesquisa  do IBOPE (1) revelou um grande pessimismo e desinteresse da população em relação a essas eleições. Contudo, revelou também uma compreensão generalizada de que elas possuem potencial para mudar o país e que, para isso, cada voto importa. Mais tarde, já durante a campanha eleitoral do primeiro turno, os brasileiros buscaram na internet duas vezes mais informações sobre o campeonato brasileiro de futebol do que sobre política. Ainda assim, em comparação com as eleições de 2014, essas últimas buscas crescerem 140% (2).

 

Pesquisas de opinião sugerem que a base desse pessimismo seja o desencanto gerado pela corrupção e a falta de confiança no governo e nos candidatos. Contudo, essas não são as únicas questões de valor pautadas nessas eleições. Aborto, porte de armas, legalização e descriminalização das drogas, raça e gênero são alguns dos temas de cunho ético e moral sobre os quais diferentes candidatos apresentaram posições muito divergentes. Outros temas que envolvem aspectos mais técnicos, como privatização, previdência social, reforma trabalhista, segurança pública, programas sociais e gastos públicos, também são foco de divergência entre diferentes candidatos (3). Embora parte dessas divergências seja técnica, elas também refletem diferentes posições de valor, por exemplo, sobre qual deveria ser o papel e o tamanho do estado no Brasil..

 

Cada um de nós possui valores e quer vê-los representados nas políticas públicas nos próximos quatro anos. Assim, é importante entender o que está sendo discutido e saber argumentar em prol do nosso ponto de vista. O debate político não ocorre só no Congresso Nacional: também se desenrola no ambiente de trabalho, nas escolas, nas universidades, no ambiente doméstico, em clubes etc. É sempre bom estarmos preparados para discutir temas da agenda pública de forma saudável com colegas e familiares. Essa prática pode angariar simpatizantes para nossas posições pessoais, mas também pode fazer com que cada um de nós reveja valores e argumentos, ou mesmo contribuir para que avaliemos com mais profundidade as propostas dos candidatos.

Mas é bom lembrar que as discussões sobre agenda pública e governamental não se encerram nas eleições. Lembremos de temas controversos, mais locais, que chamaram nossa atenção aqui em Salvador antes da eleição de 2018, como o início das obras do BRT (Bus Rapid Transit) (4) e da macrodrenagem do rio Jaguaribe (5) . Elas geraram intensos debates públicos nos quais se percebe que diferentes grupos sociais, deparando-se com a mesma realidade, enxergam problemas diferentes e, portanto, formulam diferentes estratégias técnicas para solucioná-los.

Se os prejuízos advindos de enchentes do rio são percebidos como o problema principal, a canalização do rio, que poderia reduzir a frequência desses desastres, é vista como uma solução adequada. Se, por outro lado, a degradação da paisagem natural da cidade é vista como o problema principal, a despoluição do rio e a restauração de sua vegetação marginal, que poderiam tornar a cidade mais acolhedora, são vistas como soluções adequadas.

diferentes percepções, um mesmo problema

CARTA ABERTA À SOCIEDADE SOTEROPOLITANA:

O que o projeto de canalização e revestimento dos Rios Jaguaribe e Mangabeira nos diz sobre a gestão pública dos rios urbanos em Salvador?

Para aqueles que consideram que a morosidade do transporte urbano é o problema principal, as obras do BRT, que poderiam diminuir o tempo de deslocamento na cidade, podem ser vistas como uma solução adequada. Contudo, para os que consideram que o corte de árvores centenárias e o tamponamento de rios associados às obras vão contra sua visão de que a cidade deve se desenvolver mantendo qualidade ambiental, então o projeto atual do BRT não é percebido como boa solução do problema.  

 

Alguma parte está com a razão em cada uma dessas controvérsias? Alguma dessas visões de “mundo melhor” deveria prevalecer? Que solução deveria ser adotada em cada caso? E, principalmente, o que podemos aprender a partir desses debates?

Uma outra controvérsia ganhou atenção mais ampla no país a partir do mês de agosto. O projeto de lei 6.299/02, que flexibiliza os processos relativos à pesquisa, produção e comercialização de agrotóxicos, foi aprovado na Comissão Especial da Câmara dos Deputados (6) . Trata-se de um avanço que moderniza o modo como nossa sociedade se relaciona com essas substâncias ou encontra-se em curso uma perigosa legalização de ações que poderão comprometer a saúde da população? Qual a posição dos candidatos a esse respeito? Como eles defendem sua posição e de que forma conseguimos avaliá-la?

Ciência e controvérsias na sociedade

Normalmente, cada lado de um debate público acalorado, como os citados, apresenta afirmações técnicas e científicas para defender seu ponto de vista. No recente debate sobre agrotóxicos, por exemplo, aqueles que são contra o projeto de lei apresentam conclusões de estudos que indicam que trabalhadores rurais, jovens e crianças em áreas de aplicação estão sujeitos a envenenamento (7) e câncer (8) . Apresentam também resultados de estudos que indicam que essas substâncias afetam a sobrevivência das abelhas, prejudicando o processo de polinização que é desempenhada por elas (9) , com efeitos negativos para a biodiversidade e para a produção agrícola, que dependem de polinizadores. Por outro lado, os que são favoráveis à nova lei apresentam dados que indicam que os agrotóxicos proporcionam um grande aumento da produção de alimentos, incrementaram a proteção contra perdas dos cultivos, melhoraram o controle de pragas e a qualidade da alimentação (10)  (11) .

Note que argumentos de origem técnica e científica são utilizados tanto para defender como para atacar o texto do projeto de lei. Isso não ocorre apenas nessa polêmica: repete-se também nos casos mais locais da canalização do Rio Jaguaribe e da construção do BRT, em Salvador, bem como em debates mundiais, como aquele sobre as mudanças climáticas. De fato, a maioria dos debates acirrados da esfera pública se caracterizam pela apresentação de argumentos científicos para defender as posições concorrentes. Isso pode nos levar a questionar qual o papel da ciência em debates públicos, particularmente naqueles muito polarizados, nos quais há profunda divergência de visões de mundo e de valores. Ao final, devemos acreditar no argumento de base científica apresentado por qual das partes envolvidas nesses debates?

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VÍDEO DE SIMPÓSIO REALIZADO NA UFBA:

Palestras dos pesquisadores Roland Scholz (Suiça), Hanne Andersen (Dinamarca), Mark Neff (EUA), Heidi Ballard (EUA), Marco Mello (Brasil) e Pierre Fayard (França) 

Para responder essa pergunta é importante entender dois aspectos sobre a produção do conhecimento científico. Em primeiro lugar, atualmente são publicados cerca de 2,5 milhões de novos artigos científicos a cada ano. Embora cada um deles procure conectar sua contribuição original com o conhecimento científico prévio, o volume desses estudos torna cada vez mais difícil a realização de sínteses, mesmo que restritas a temas bem específicos. Sínteses que compatibilizem o conhecimento de campos muito distintos, como os das ciências sociais e ciências naturais, são ainda mais difíceis. Desse modo, coexistem, na literatura científica, diferentes modos de explicar um mesmo fenômeno (que são chamados de “modelos”), bem como diferentes resultados empíricos que ou corroboram ou refutam tais modelos. Como isso afeta os debates na esfera pública? Bem, cada uma das diferentes partes envolvidas em um debate terá grande chance de selecionar, entre esse amplo conjunto de proposições, algumas que, ainda que minoritárias na literatura científica, se alinhem ao argumento que ela já defende. O uso da ciência, nesse caso, não ajudará a resolver uma polêmica: ao contrário, poderá colocar mais lenha na fogueira!

Em segundo lugar, existe a ideia de que a ciência poderia funcionar como um árbitro neutro, capaz de apontar a solução correta em um tema socialmente polêmico. Essa visão tem muitos críticos. Disciplinas científicas não são neutras em termos de valores sociais: ao contrário, elas representam subculturas distintas da ciência que normalmente incorporam diferentes valores. Vejamos um exemplo: o foco central da agronomia está na produção agrícola, ao passo que o foco central da ecologia está nos processos que mantém populações viáveis de animais e plantas ou as levam à extinção. Assim, os valores de produção de alimentos são centrais no primeiro caso e os de conservação da biodiversidade são centrais no segundo. Não é de se estranhar, portanto, que, numa situação de decisão sobre uso de defensivos agrícolas ou organismos geneticamente modificados, profissionais da primeira disciplina tendem a formular o problema como sendo relativo à produção (“como produzir mais”), ao passo que os da segunda o formulem como sendo um problema de conservação (“como conservar mais”). Qual das posições deveria ser levada em conta como o “fiel  lado da balança científica” em um debate na esfera pública? Não é possível decidir a partir de critérios meramente científicos: cada uma delas tende a abordar a questão a partir de uma perspectiva particular e delimitada (ou seja, disciplinar). Quando proposições científicas divergentes entre si são usadas no debate público, o resultado tende a ser a ampliação da incerteza.

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PODCAST SOBRE CIÊNCIA E AVALIAÇÃO DE IMPACTOS AMBIENTAIS (AIA):

A analista ambiental Margareth Maia fala sobre sua pesquisa de doutorado sobre a produção científica de engenheiros, ecólogos e sociólogos sobre AIA 

O que discutimos nos dois parágrafos anteriores parece sugerir que é infundada a expectativa de que controvérsias sociais possam ser resolvidas pela ciência. Elas deveriam ser resolvidas na esfera política, por processos de persuasão capazes de estabelecer campos de  consenso ou de compromisso quanto a valores e interesses (12) . Contudo, é importante lembrar que as sociedades são caracterizadas por profundas assimetrias de poder. Assim, é importante que sejam garantidas as condições institucionais e culturais realmente democráticas. Caso contrário, os direitos humanos relacionados às liberdades individuais, à igualdade de condições para exercê-las e à fraternidade com as futuras gerações – direitos formulados a duras penas pela sociedade mundial – serão maculados.

Se a ciência não pode resolver problemas sociais, isso significa que ela não deve participar dos debates sociais? Não exatamente. Note que a ciência representa uma força social importante nas sociedades atuais e contribuiu em muito para que vivamos do modo que vivemos. Isso indica, no mínimo, que cientistas estarão presentes como mais uma voz em muitos debates públicos, quer definindo novas pautas, quer apresentando alternativas sobre como formular e resolver problemas.

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VÍDEO SOBRE PESQUISAS EM COMPORTAMENTO ANIMAL:

A pesquisadora Selene Nogueira, da Universidade Estadual de Santa Cruz, fala da relação entre pesquisa básica e produção animal 

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VÍDEO SOBRE PESQUISAS EM COMPORTAMENTO ANIMAL:

O pesquisador Marcos Rossi associado a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, fala sobre a relação entre a conservação de golfinhos e uso do mar pela sociedade.

Contudo, vários cientistas consideram que a ciência não deve ser vista como apenas mais uma voz nesses debates: ela representaria um bem público, que não defende uma posição própria em um dado debate mas serve a todas as partes nele envolvidas (13) . Outros sugerem uma divisão de papéis para que a democracia não seja substituída por uma tecnocracia: caberia à sociedade formular, no debate público, o que considera um problema e o que significa sua superação e caberia à ciência um papel mais instrumental, de definição dos melhores modos para superá-lo (14) .

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TEXTO DO BLOG DARWINIANAS SOBRE A BIDIRECIONALIDADE NA CIÊNCIA:

A integração de conhecimentos científicos e tradicionais tem sido proposta na biologia da conservação. Quais são as razões e os desafios dessa integração?

VIDEOAULA SOBRE O PAPEL DA CIÊNCIA NO MANEJO DA BIODIVERSIDADE :

A aula apresenta a proposição apresentada pelo pesquisador Ken Wallace (Auatrália), que procura compatibilizar decisão democrática e contribuição científica

AGUARDE!

Há várias décadas, muitos dos cientistas que consideram a ciência como um bem público vêm buscando desenvolver modos de interação com setores da sociedade. Com isso, pretendem, ao mesmo tempo, produzir conhecimento acadêmico de qualidade e gerar orientações robustas para a superação de problemas sociais. O primeiro passo nessas iniciativas é romper com uma concepção tradicionalmente assumida na academia: a de que a ciência deve produzir conhecimento e a sociedade deve usá-lo (15) . Essa concepção não reconhece que justamente os setores da sociedade, por vivenciarem o problema a ser enfrentado, possuem informações essenciais para defini-lo e para formular modos de superá-lo. Os setores sociais envolvidos em uma situação problemática e cientistas de diferentes formações deveriam, ao contrário, interagir para definir os focos de interesse mútuo: Qual o problema a ser enfrentado? Quais as possíveis soluções? Como implementá-las e avaliá-las? Trata-se de uma abordagem colaborativa que procura integrar as perspectivas oriundas de cada grupo social e de cada disciplina científica e que deve gerar consensos e aprendizagem mútua. Normalmente esse tipo de abordagem é denominada “transdisciplinar”.

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INFOGRÁFICO SOBRE RESULTADOS DE UM PROJETO TRANSDISCIPLINAR:

Projeto desenvolvido pelo laboratório da Profa. Blandina Viana, da Universidade Federal da Bahia

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INFOGRÁFICO SOBRE RESULTADOS DE UM PROJETO TRANSDISCIPLINAR:

Projeto desenvolvido pelo laboratório do Profa. Charbel El-Hani, da Universidade Federal da Bahia

Salto coletivo rumo ao desconhecido

As eleições presidenciais, lei dos agrotóxicos, obras do BRT e de macrodrenagem de rios… Os problemas polêmicos na esfera social não são polêmicos à toa: na sociedade há diferentes compreensões sobre o que significa um futuro melhor, distintas concepções sobre quais seriam as intervenções prioritárias e grande dificuldade de realizar previsões seguras sobre todas as decorrências de uma dada intervenção. Assim, talvez na maioria das vezes, tomar uma decisão na esfera pública signifique dar um salto coletivo rumo ao desconhecido. Nessas situações, a sensação de sucesso após a intervenção dependerá muito do acordo social estabelecido previamente sobre qual é o “bom salto”. Havendo esse acordo, haverá mais chance dos envolvidos prosseguirem unidos tanto nos sucessos como nos erros derivados da decisão adotada.

Fontes:

 (1)   G1 2018. Ibope: 45% dos eleitores se dizem "pessimistas" ou "muito pessimistas" com a eleição presidencial de 2018. Disponível em: https://g1.globo.com/politica/eleicoes/2018/noticia/2018/08/02/ibope-45-dos-eleitores-se-dizem-pessimistas-ou-muito-pessimistas-com-a-eleicao-presidencial-de-2018.ghtml

 (2)   Folha de São Paulo 2018. Buscas na web relacionadas à eleição mais do que dobram em 2018. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2018/09/buscas-relacionadas-a-eleicao-mais-do-que-dobram-em-2018.shtml

 (3)   BBC 2018. Eleições 2018: as propostas de todos os candidatos a presidente do Brasil. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-45215784

 (4)   G1 2018. Projeto BRT de Salvador é centro de polêmica entre prefeitura, moradores, urbanistas e ambientalistas: entenda. https://g1.globo.com/ba/bahia/noticia/projeto-do-brt-de-salvador-e-centro-de-polemica-entre-prefeitura-moradores-urbanistas-e-ambientalistas-entenda.ghtml

 (5)   A Tarde 2017. Ações em rios dividem gestores e ambientalistas. Disponível em: http://atarde.uol.com.br/bahia/salvador/noticias/1855962-acoes-em-rios-dividem-gestores-e-ambientalistas

 (6)   UOL 2018. Lei dos agrotóxicos: entenda a polêmica da "PL do Veneno". Disponível em: https://vestibular.uol.com.br/resumo-das-disciplinas/atualidades/lei-dos-agrotoxicos-entenda-a-polemica-da-pl-do-veneno.htm

 (7)   Santana VS, Moura MCP. Nogueira FE 2013. Occupational pesticide poisoning mortality, 2000-2009, Brazil. Rev. Saúde Pública,  São Paulo 47(3): 1-8, Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0034-89102013000300598&script=sci_arttext&tlng=en 

 (8)   Curvo HRM, Pignatti WA, Pignatti MG 2013. Morbimortalidade por câncer infantojuvenil associada ao uso agrícola de agrotóxicos no Estado de Mato Grosso. Brasil. Cad. saúde colet.,  Rio de Janeiro 21(1): 10-17. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=s1414-462x2013000100003&script=sci_abstract&tlng=pt

 (9)   Oldroyd BP 2007. What’s killing American honey bees?. PLoS Biology 5(6): 1195-1199. Disponível em: https://journals.plos.org/plosbiology/article?id=10.1371/journal.pbio.0050168

 (10)   Aktar MW, Sengupta D, Chowdhury A 2009. Impact of pesticides use in agriculture: their benefits and hazards. Interdisciplinary Toxicol 2(1): 1-12, Disponível em: https://content.sciendo.com/view/journals/intox/2/1/article-p1.xml

 (11)   Cooper J, Dobson H 2007. The benefits of pesticides to mankind and the environment. Crop Protection 26(9): 1337-1348. Disponível em                https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S026121940700097X

 (12)   Sarewitz D 2004. How science makes environmental controversies worse. Environmental Science & Policy 7(5): 385-403. Disponível em: https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1462901104000620

 (13)   Scholz RW, Steiner G 2015. The real type and the idel type of transdisciplinary processes: Part I - Theoretical foundations. Sustainability Science10(4): 527-544. Disponível em: https://link.springer.com/article/10.1007/s11625-015-0326-4  

 (14)   Walllace KJ 2012. Values: drivers for planning biodiversity management. Environmental Science & Policy 17:1-11. Disponível em: https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1462901111001912

 (15)   Bertuol-Garcia D, Morsello C, El-Hani CN, Pardini R 2018. A conceptual framework for understanding the perspectives on the causes of the science-practice gap in ecology and conservation. Biological Reviews 93(2): 1032-1055. Disponível em:  https://onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1111/brv.12385

 

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